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27 de jul. de 2007

Tem um Bill Gates dentro de você?



Sabe o que Harvard tem de tão especial? Pensa-se grande. A perspectiva é sobre como fazer a empresa crescer, se diferenciar, sustentar sua vantagem... e eventualmente chegar nas encruzilhadas de vender ou não o negócio, diversificar, mudar de mercado e produtos, encerrar o ciclo e começar tudo de novo.

O método é de estudos de caso, dois por dia. Em todos eles, a história se repete: um cidadão comum que um dia tem uma grande idéia, possui alguma capacidade de execução, muita persistência e os contatos certos. No telão, a foto de Bill Gates bem jovem, esquisito, “nerd”. Faz os alunos pensarem: porque não eu?

Uma das lições aprendidas: crescer sempre. Se a empresa não está crescendo, a demanda por seus produtos ou serviços está estacionada, alerta vermelho: seu diferencial competitivo pode estar esgotado. Sem um diferencial competitivo, sua capacidade de gerar valor (lucro) está comprometida. Pode ser questão de tempo para um competidor oferecer algo melhor, mais barato, ou novo, e acelerar o processo de extinção da empresa.

RHs: ajudem suas empresas a crescer. Isso é pensar grande!

16 de jul. de 2007

Harvard para Empreendedores no Brasil


Encontrei no site da escola de negócios de Harvard a sua missão: "formar líderes que fazem a diferença no mundo". Quem disse então que um curso sobre “new ventures” deles não poderia acontecer aqui? Graças a um empurrãozinho inicial da Endeavor (entidade sem fins lucrativos que promove a ação empreendedora em diversos países) e parcerias como a FIA-USP, FGV-SP, FDC, IAG PUC RJ, IBMEC SP, pelo segundo ano consecutivo o curso está acontecendo em um hotel em Embú, próximo de São Paulo.

São 64 participantes que, excluindo-se cerca de 6 acadêmicos indicados pelas instituições parceiras, forma um grupo de 57 empreendedores de fato. Onze são de países diversos do continente (do Canadá à Argentina) e 46 são brazucas, com forte predominância carioca. Dentre todos, apenas 10 mulheres.

Difícil contar pela lista oficial, mas o grupo parece bem dividido entre empreendedores iniciantes, médios empresários com negócios razoavelmente estabelecidos (entre o grupo seria polêmico definir o que é razoável) e um outro tanto de grandes empresas multinacionais.

Hoje, final do primeiro dia de estudos de casos, dois dos melhores professores de Harvard enviados para o curso, quatro acadêmicos das nossas escolas de primeira linha e um bem sucedido empreendedor ex-aluno da escola, perfilaram-se numa bancada para 2 horas de debate conosco, ávidos participantes.

Sabe o que aconteceu? Setenta por cento das "perguntas" eram lamentos sobre como é difícil ser empreendedor na região, com nossos governos que jogam contra, a família e amigos que não apóiam, pouca mão-de-obra e até a falta de sorte – pasme. Algo revelador sobre a auto-estima de um grupo que se digna perder uma semana à frente de seus empreendimentos e investir alto em genuína formação made in Tio Sam. Minha aposta? Até sexta-feira (final do curso) a moral do grupo sobe à baixa temperatura das montanhas de Embú. Começo de curso é assim mesmo...

Programa Completo do Curso Buinding New Ventures in Latin America

Em aposto que em 20 anos...


Tem um site na internet em que as pessoas podem fazer apostas e previsões sobre o futuro - de qualquer assunto e em qualquer quantia. Sim, as apostas valem dinheiro! Como os vencedores só serão conhecidos em muitos anos, os valores arrecadados ficam compromissados para uma instituição de caridade. O intuito é estimular o pensamento de longo prazo da sociedade. Exemplos de apostas que estão no site:

Em 2030 os passageiros viajarão em aviões sem pilotos.

Em 2012 o New York Times vai se referir a Rússia como o maior desenvolvedor de softwares do mundo.

Em 2010, mais de 50% dos livros vendidos em livrarias serão impressos no ponto de venda no momento da compra.

Chama-se http://www.longbets.com/. Já imaginou que bacana como exercício de criatividade nas empresas? Reúna os amigos e faça suas apostas....

10 de jul. de 2007

Você contrataria?


Dá para pensar em bons profissionais que não são bons cidadãos?

O tempo todo ouvimos falar de executivos que alimentam o esquema de corrupção do país, que analisam as melhores estratégias para suas empresas, mas se esquecem de pensar nos seus candidatos antes de votar nas eleições, gestores que buscam resultados de curto prazo e esquecem de avaliar se haverá recursos - naturais e humanos - disponíveis para que este resultado volte a se repetir.

Estes profissionais são bons? Sim, na maioria das vezes esses profissionais são avaliados pelos resultados de curto prazo e, consequentemente, considerados bons. Eles têm empregabilidade? Pelos critérios atuais sim, muitos deles têm alta empregabilidade.
E para as empresas que começam a adotar um modelo de gestão sustentável, será que esses profissionais ainda são interessantes?

Se considerarmos que as empresas estão cada vez mais conscientes de que, para ter perenidade, devem repensar seus modelos de gestão, o mesmo deveria se aplicar a nós, os profissionais que cuidamos delas. Ou seja, está na hora de os profissionais começarem a repensar o que é relevante para ter empregabilidade em empresas com um modelo de gestão sustentável.

Você, no papel de gestor de sua empresa, contrataria um profissional brilhante mesmo que ele não seja um bom cidadão? Eu não contrataria. Afinal, como acreditar que alguém que não seja bom para o mundo em que vivemos possa ser bom para a minha empresa?